s.f. Ação de desculpar ou de se desculpar.
Razão ou motivo para atenuar ou eximir da culpa; justificativa.
Escusa; pretexto.
Indulgência, perdão.
Palavra inútil! Desculpa só serve para quem pede. Para quem recebe o que fica? Um grande nada. Desculpa não muda o que passou.
Odeio ouvir desculpas, mais do que dizer.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Coisas idiotas que as pessoas esperam de você

Meu namorado estava assistindo televisão esses dias quando se deparou com um daqueles programas inúteis, que se acha útil, dando dicas de empregos. Entrevistas de emprego são uma merda. Eles não querem que vc minta, mas esperam que vc diga que ser recepcionista é o sonho da sua vida, que foi tudo que vc sempre quis, que pretende seguir carreira nisso, que ama levantar as 6 da manhã todos os dias, que não se importa em fazer milhares de horas extras, que horário não é um problema, blá blá blá.
Nesse programa que meu namorado estava assistindo o cara estava dando dicas do tipo o que vai te deixar mal quando visto no seu orkut: comunidades do tipo "odeio levantar cedo", claro que faz todo sentido que um empregador não goste disso, mas é surreal que eles queiram alguém que se sinta mega feliz em levantar as 6 da manhã todo santo dia!! Ah, comunidades como "eu tenho preguiça" então nem se fala!! Por que uma pessoa empregaria outra que afirma ter preguiça? Não!! Vc precisa estar sempre disposto!! Preguiça não deve existir nem nas suas horas de lazer!!
Coisas que vão te deixar mal durante a entrevista: chegar atrasado! Todo mundo sabe disso, se a pessoa te ligou pedindo pra chegar as 10 para a entrevista, chegue as 10!! Mas lembre-se disso,ele NUNCA vai te atender as 10!! Não importa se vc acordou as 3 da manhã, mesmo odiando levantar cedo, porque mora no Rio de Janeiro e não queria chegar atrasado pra sua entrevista em São Paulo.
Outra coisa que não vai cair bem falar que odiava sua empresa anterior, afinal de contas fofoca nunca ai ser algo bem visto... Mesmo sendo verdade. As pessoas não se interessam muito pela verdade, não importa se sua empresa te tratava como um cachorro de rua sarnento, dificilmente te pagava no dia e se vc não tinha benefícios.
Sorria e minta, é isso que deveriam dizer que esperam os seus futuros empregadores...
Nani?
minha opinião
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Tentei...

Tentei fingir que ser idealista era uma boa idéia, que acreditava que podia mudar o mundo, que era uma boa aquariana, que podia viver de forma humilde, etc.
Mas não posso!! Nasci num mundo capitalista!! Sou uma pessoa capitalista!!
Quero hoje mais do que ontem e amanhã mais do que hoje!! Quero já! Quero agora!!
Adorei filosofia, de verdade. Nunca tinha nem lido o Mundo de Sofia, mas dar aulas a 6 reais hora/aula com mais alguns beneficios pra duas turmas por semana não é exatamente minha idéia de ter uma vida decente...
Oh, sim! Vou estar educando, contribuindo para o crescimento das crianças, blá blá blá... Mas não vou ter dinheiro no banco!!! Não vou poder ir todo fim de semana ao Garage comer lanches!! Não vou ter fins de semanas livres! Sempre vou ficar me perguntando se estou realmente fazendo alguma diferença na vida dessas crianças!
Tenho um novo plano de vida, ele agora consiste em ficar rica, ok, isso é muito ambicioso, mas estou decidida a ir o mais longe possível. Puxando quantos sacos forem necessários, matando todos no caminho, sem piedade.
Estou mega motivada agora que a pessoa que mais odeio se tornou minha rival no vestibular, tempo livre? Quem precisa disso quando se pode esfregar na cara dos outros suas conquistas? Passo meus dias estudando e pensando em como arrumar mais tempo pra estudar: internet agora só serve para baixar provas e simulados.
É, eu não sei perder.
Nani?
querido blog
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A idéia...
terça-feira, 28 de julho de 2009
Sua morte está sempre com você...
Estou lendo a Luneta ambar de Phillip Pullman...
Não é exatamente um Thomas Mann, mas isso seria pedir demais. É um livro bem simples, totalmente contra a Igreja católica, onde uma menina, que supostamente será a nova Eva, se envolve em algo muito perigoso na busca pelo seu melhor amigo, levando-o a morte...
Nesse trecho ela está no mundo dos mortos, mas não pode entrar porque não está morta e acaba conhecendo outras pessoas como ela (não mortas).
— A sua morte diz a você? — perguntou Lyra.
— Diz. O que descobrimos quando viemos para cá, ah, isso faz muito
tempo para a maioria de nós, mas descobrimos que todos nós trazíamos o
espectro de nossa morte conosco. Foi aqui que descobrimos. Tinha estado
conosco o tempo todo, só que não sabíamos. Sabe, todo mundo tem sua morte.
Ela nos acompanha a todos os lugares, durante a vida inteira, está sempre por
perto. Os espectros de nossas mortes, eles estão lá fora, tomando ar, eles entram
de vez em quando. O da vovó está lá com ela, ele está bem perto dela, muito
perto.
— Isso não assusta o senhor, ter sua morte por perto o tempo todo? —
perguntou Lyra.
— Por que me assustaria? Se ela está por perto, você pode ficar de olho
nela. Eu ficaria muito mais nervoso se não soubesse onde está.
— E todo mundo tem sua própria morte? — perguntou Will, com
surpresa e admiração.
— Mas claro que tem, no momento em que você nasce, sua morte vem
ao mundo junto com você e é sua morte que o leva embora.
— Sua morte bate em seu ombro, pega sua mão e diz: venha comigo,
está na hora. Pode acontecer quando você está doente, com uma febre, ou
quando se engasga com um pedaço de pão seco, ou quando cai de um prédio
alto, no meio de seu sofrimento e de suas dificuldades, ela vem gentilmente
procurar você e diz: agora vamos com calma, calma, criança, venha comigo, e
você vai com ela num barco que atravessa o lago coberto de neblina. O que
acontece lá, ninguém sabe. Ninguém nunca voltou para contar.
Não é exatamente um Thomas Mann, mas isso seria pedir demais. É um livro bem simples, totalmente contra a Igreja católica, onde uma menina, que supostamente será a nova Eva, se envolve em algo muito perigoso na busca pelo seu melhor amigo, levando-o a morte...
Nesse trecho ela está no mundo dos mortos, mas não pode entrar porque não está morta e acaba conhecendo outras pessoas como ela (não mortas).
— A sua morte diz a você? — perguntou Lyra.
— Diz. O que descobrimos quando viemos para cá, ah, isso faz muito
tempo para a maioria de nós, mas descobrimos que todos nós trazíamos o
espectro de nossa morte conosco. Foi aqui que descobrimos. Tinha estado
conosco o tempo todo, só que não sabíamos. Sabe, todo mundo tem sua morte.
Ela nos acompanha a todos os lugares, durante a vida inteira, está sempre por
perto. Os espectros de nossas mortes, eles estão lá fora, tomando ar, eles entram
de vez em quando. O da vovó está lá com ela, ele está bem perto dela, muito
perto.
— Isso não assusta o senhor, ter sua morte por perto o tempo todo? —
perguntou Lyra.
— Por que me assustaria? Se ela está por perto, você pode ficar de olho
nela. Eu ficaria muito mais nervoso se não soubesse onde está.
— E todo mundo tem sua própria morte? — perguntou Will, com
surpresa e admiração.
— Mas claro que tem, no momento em que você nasce, sua morte vem
ao mundo junto com você e é sua morte que o leva embora.
— Sua morte bate em seu ombro, pega sua mão e diz: venha comigo,
está na hora. Pode acontecer quando você está doente, com uma febre, ou
quando se engasga com um pedaço de pão seco, ou quando cai de um prédio
alto, no meio de seu sofrimento e de suas dificuldades, ela vem gentilmente
procurar você e diz: agora vamos com calma, calma, criança, venha comigo, e
você vai com ela num barco que atravessa o lago coberto de neblina. O que
acontece lá, ninguém sabe. Ninguém nunca voltou para contar.
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