segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crenças alheias

Acredito no direito que as pessoas tem de acreditar, acho que liberdade é fundamental.
Ok, dito isso, vou adicionar um porém a essa máxima: todas as pessoas tem o direito de acreditar em algo desde que esse algo não cause problemas a saúde alheia.
Minha família acredita em muitas coisas, e eu em coisas de menos, sou atéia. Mas isso nunca nós trouxe sérios problemas, alguns incômodos, mas não problemas. Nunca fui obrigada a participar de nada. Nunca me pediram pra acreditar em nada.
Hoje foi assim, como sempre foi, meus tios chamaram alguém pra benzer a casa e eu estava lá. Quando me disseram fiz uma cara feia difícil de esconder e minha tia me disse que eu não precisava participar, podiamos continuar jogando banco imobiliário. Continuamos enquanto a pessoa espalhava pela casa pedaços de papelão com polvora. Depois, começou a queimar a polvora, a fumaça começou a entrar pela cozinha.
Achei que ia parar por aí, mas não, ele levou as tralhas dele pra cozinha e queimou lá também, não antes de fazer um estranho ritual com a família.
Queimou três papelões na cozinha, a fumaça, a princípio não me incomodou, mas depois de alguns segundos eu estava tossindo sem parar, mais um pouco e não conseguia respirar direito, fui pra uma das portas da sala, mas não adiantou, a outra porta da sala, também nada. Prendi a respiração e corri pro quintal de cima.
Acho que o ar de São Paulo nunca me pareceu mais puro...

2 comentários:

Sheila disse...

E eu que pensava que sua família fosse budista, xintoísta ou coisa parecida... rsrs

Pedro Dias disse...

pois é, os rituais dos fiéis continuam incomodando os outros... nunca entendi o poder místico da fumaça, da água até dá pra entender, mas da fumaça??? é que não é o Senhor que tem que ficar aguentando o cheiro depois...