
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
2 comentários:
um tempão sem postar e coloca só uma poesia?
que coisa feia! =D
"porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."
Pois eu queria que a roubassem!
Bjks.
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