sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Querido Blog


Ando pensando e acho que sou uma pessoa muito dura com os outros. Por outros me refiro a aqueles com quem me importo. Sei lá, é uma coisa meio de mãe, sempre acho que eles poderiam fazer melhor, poderiam ter mais, poderiam ser melhores, acho que eles se conformam com o pouco que a vida lhes deu e que, por vezes, acham que aquilo é tudo que merecem.
Essa preocupação é ainda maior quando se trata das minnhas irmãs, sempre achei que esse fosse o comportamento normal de uma irmã mais velha, mas parece que não...
Queria que eles tivessem um namorado decente, que gostasse delas e as tratassem bem, que fizessem um curso que gostassem, que tivessem bons amigos que não viessem encher a cara na minha casa, que arrumassem um bom emprego, etc...
Mas, eu sei, essa é a vida que EU quero pra elas! Não consigo deixar de querer as coisas de outra forma! Não me parece que elas querem a mesma vida que eu quero pra elas, mas eu desaprovo tanto o que elas querem que nem sei mais o que fazer.
Meu namorado me diz que isso não é problema meu, que não sou mãe delas. Mas como deixar o sentimento de responsabilidade que carreguei por uma vida inteira de lado? Assim de uma hora pra outra?
Elas não são pessoas ruins e irresponsáveis, eu sei, mas poderiam ter mais, ser mais...
Eu preciso de terapia, mas temo que diria ao terapeuta que tudo que ele me diz eu poderia dizer a mim mesma de graça...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

10 anos?




"Eu sou o urso dos canos do prédio. (...) Procuro alguma bica que sempre esquecem aberta em algum andar; por ali meto o nariz e espio a escuridão dos quartos ondem vivem esses seres que não podem andar pelos canos, e sinto quase pena ao vê-los tão grandes e desajeitados, ouço como roncam e sonham em voz alta, e são tão sós."



Não, não tenho dez anos de idade.
Tenho 7!!
Acabei de ganhar da minha irmã o livro do Cortázar "O discurso do urso"!!
Adorei, já havia dito antes que queria.
É um texto que faz parte do livro "Histórias de cronópios e famas", que peguei na biblioteca, não li inteiro, mas adorei tudo que li.
Adoro como ele narra as coisas mais excêntricas como quem conta como foi o dia na escola...
Assim que meu orçamento permitir vou comprar mais alguns livros dele.

Quero!

"Dream Provoked by the Flight of a Bumble Bee" Salvador Dali

"Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias." (Martha Medeiros, roubado do blog da Sheila)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Selinho


As regras são :

a) Seguir as regras.

b)Levar o selo que identifica quem esta, esteve e estará na brincadeira.

c)Completar as frases.

*Eu já... tomei chuva com o meu cachorro e apesar do cheiro foi muito legal!

*Eu nunca... fiquei bêbada, sou careta!

*Eu sei... que tudo passa, mas dói do mesmo jeito!

*Eu quero... que inventem um chocolate que não engorde, vai ser tudo que vou comer o resto da minha vida!

*Eu sonho... ser rica e não precisar mais trabalhar, passar o resto da minha vida fazendo cursos e viajando!

d) Depois de completar os pontilhados indique 5 blogueiros(as):

Namorado querido (sim, eu sei que vc vai ver isso!!)

Sheila!

E quem mais quiser, eu sei que o pessoal tem preguiça!

Muito obrigada pelo selinho!! ^^

Sêneca



Eu sei, meu orientador de TCC já me disse "não se faz carreira em cima do Sêneca, ele é um filósofo menor...", mas não posso deixar de gostar dele mais do que qualquer outro filósofo que conheci em filosofia. Sêneca e o estoicismo. Foi amor à primeira vista. Sei que é auto-ajuda, mas é a única ajuda que eu acredito que funciona. Ninguém a não ser você mesmo pode te salvar. Pra que pagar terapia quando se tem Cartas a Lucílio?

Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai­-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.

Podes indicar-me alguém que dê o justo valor ao tempo aproveite bem o seu dia e pense que diariamente morre um pouco? É um erro imaginar que a morte está à nossa frente: grande parte dela já pertence ao passado, toda a nossa vida pretérita é já do domínio da morte!

Procede, portanto, caro Lucílio, conforme dizes: preenche todas as tuas horas! Se tomares nas mãos o dia de hoje conseguirás depender menos do dia de amanhã. De adiamento em adiamento, a vida vai-se passando.

Nada nos pertence, Lucílio, só o tempo é mesmo nosso. [...]




Séneca, Cartas a Lucílio, Trad de J. A. Segurado e Campos, Gulbenkian

Roubado de http://pisa-papeis-blog.blogspot.com/2008/05/traduzir-sneca.html , por preguiça de digitar...