sexta-feira, 30 de março de 2012
Pregação contra os pregadores
Demorei a entender que eu também sou uma pregadora.
Não só a entender, mas também a aceitar.
Primeiro uma amiga me disse que eu so procurava livros que confirmavam minhas teses, refutei, claro. Disse a ela que eu tinha um leque muito maior de interesses e que não era minha culpa se os outros compravam apenas historinhas bobas de romance pra ler.
Depois outra amiga me chamou de pregadora. Ela me disse que eu pregava muito no facebook.
Oras, acho que uma forma de socialização tão ampla deveria ter também uma função educativa e informativa.
Pregar é aquela palavra me leva aos cultos religiosos em grandes espaços evangélicos.
Daquela pessoa impondo tudo que acredita.
É exatamente isso que eu faço, mas contra os outros.
Contra as Igrejas, contra esse Deus que abandonou a humanidade há tempo, contra esse sistema de educação ultrapassado que nós ensina a seguir um ao outro como ovelhas, contra essas pessoas que são incapazes de olhar para os próprios erros e crescer, contra aqueles que nunca precisarão fazer um aborto, mas são incapazes de se colocar no lugar do outro que vive numa realidade totalmente diferente, contra essas pessoas que acham que uma mulher só será mulher quando casar e tiver filhos, contra essa sociedade onde só os homens tem voz pois fazem de tudo para sufocar uma mulher que pode mais do que qualquer um deles, contra essas pessoas que olha torto uma pessoa com tatuagem e piercing quando levam o troco que o caixa deu errado para casa e dizem que ganharam o dia.
Sim, eu prego, pregarei todos os dias da minha vida contra essa hipocrisia que nos impede de crescer como animais (não gosto desse termo animais, meu cachorro, meu coelho e minha tartaruga ficariam muito bravos se pudessem ler) racionais.
Prego pelo meu direito de ter tatuagem, criar uma besta no meu quintal, falar palavrão em público, acordar meio dia e ainda assim saber que não fiz nada de errado.
Não matei, não estuprei, não roubei e não menti, especialmente para mim mesma.
Não só a entender, mas também a aceitar.
Primeiro uma amiga me disse que eu so procurava livros que confirmavam minhas teses, refutei, claro. Disse a ela que eu tinha um leque muito maior de interesses e que não era minha culpa se os outros compravam apenas historinhas bobas de romance pra ler.
Depois outra amiga me chamou de pregadora. Ela me disse que eu pregava muito no facebook.
Oras, acho que uma forma de socialização tão ampla deveria ter também uma função educativa e informativa.
Pregar é aquela palavra me leva aos cultos religiosos em grandes espaços evangélicos.
Daquela pessoa impondo tudo que acredita.
É exatamente isso que eu faço, mas contra os outros.
Contra as Igrejas, contra esse Deus que abandonou a humanidade há tempo, contra esse sistema de educação ultrapassado que nós ensina a seguir um ao outro como ovelhas, contra essas pessoas que são incapazes de olhar para os próprios erros e crescer, contra aqueles que nunca precisarão fazer um aborto, mas são incapazes de se colocar no lugar do outro que vive numa realidade totalmente diferente, contra essas pessoas que acham que uma mulher só será mulher quando casar e tiver filhos, contra essa sociedade onde só os homens tem voz pois fazem de tudo para sufocar uma mulher que pode mais do que qualquer um deles, contra essas pessoas que olha torto uma pessoa com tatuagem e piercing quando levam o troco que o caixa deu errado para casa e dizem que ganharam o dia.
Sim, eu prego, pregarei todos os dias da minha vida contra essa hipocrisia que nos impede de crescer como animais (não gosto desse termo animais, meu cachorro, meu coelho e minha tartaruga ficariam muito bravos se pudessem ler) racionais.
Prego pelo meu direito de ter tatuagem, criar uma besta no meu quintal, falar palavrão em público, acordar meio dia e ainda assim saber que não fiz nada de errado.
Não matei, não estuprei, não roubei e não menti, especialmente para mim mesma.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Hunger Games
Aqui é seguro, aqui é quente
Aqui as margaridas te guardam de qualquer dano
Aqui seus sonhos são doces e o amanhã os tornará verdadeiros
Aqui é o lugar onde eu te amo.
Aqui as margaridas te guardam de qualquer dano
Aqui seus sonhos são doces e o amanhã os tornará verdadeiros
Aqui é o lugar onde eu te amo.
quinta-feira, 22 de março de 2012
2012
Sim, esse ano será diferente!
Será o ano do não.
Não será como os outros (todos) quando eu pensava uma coisa e fingia outra.
Não!
Não, sua piada não é engraçada.
Não, você não é tão inteligente quando parece.
Não, citar filófosos que você não conhece não faz de você uma pessoa culta.
Não, nem todo livro pode ser considerado literatura, alguns são lixo mesmo.
Não, eu não faço questão da sua companhia, eu prefiro ficar sozinha.
Não, eu não acho que você é madura se precisa que alguém lhe diga onde errou.
Não, meu ombro não está sempre a sua disposição.
Não, eu não confio em você.
Não, não gastarei meu dinheiro ouvindo coisas que eu não gosto num lugar com pessoas que eu não gostaria nem que estivesse bêbada.
Não, esses não são os autores dessas frases bonitnhas que você coloca no Facebook.
Não, o Facebook não aproxima pessoas, ele só permite que você xerete a vida delas melhor.
Não, eu não devo satisfações a respeito da minha vida.
Não, eu não quero saber quem pegou quem no BBB.
Não, eu não me acho mais inteligente que você porque eu não assisto o BBB, esse é apenas um dos motivos.
Não, o seu cachorro não é mais bonito que o meu.
Não, eu não me importo de vender a minha alma se isso me garantir um eterno suprimento de dinheiro para pagar o meu cartão de crédito.
Não, eu não quero ser sua amiga.
Não, eu não me renderei a moda do óleo de coco.
Não, eu não pegarei nenhuma DP.
Não, eu não mentirei pra mim mesma achando que conseguirei cumprir todas as minhas metas para esse ano.
Mas NÃO, eu não desistirei.
Nani?
Diário,
querido blog
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