quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Saudades de nada!



Estava aqui tão ocupada com os meus dias que esqueci de vir te ver, esqueci daquele simples "oi, tudo bem?", daquele sorriso, que a gente dá mesmo a distância pro outro para que ele saiba que o reconhecemos e nos alegramos com sua visão. Quase esqueci de como era colocar o papo em dia, jogar conversa fora, sorrir por bobagens, aliviar aquela dor no coração, causada pelo sufocamento diário daquilo que você não pode falar, desabafar.

 É engraçado como a vida toma tempo, né?

A gente fica procurando slots nas agendas para tudo: tomar banho, escovar os dentes, ir para academia, comer, arrumar a bolsa, trabalhar, ir para faculdade, conversar com os amigos, fazer compras, arrumar o quarto, comer (6 vezes ao dia!), dar atenção para os cachorros, pegar o metro, pegar o onibus, escolher roupas...

Ufa, tanta coisa pra fazer, que a gente se acomoda, se joga na rotina, guarda tudo que não é assim "essencial" num cantinho e fala "daqui a pouco eu terei tempo pra isso".

Mas onde foi parar esse "tempo para isso"?

Onde foi parar aquele tempo para andar sem direção, dormir sem hora para acordar, sair sem hora para voltar, sorrir sem hora para ficar sério?

Tem hora pra tudo, sempre ouvi dizer.

Mas e a hora pra nada?



Como disse Pollyanna, às vezes, precisamos de tempo para apenas viver...

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