segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nos mangás tudo é mais bonito...


Carta a uma suicida

Você ainda é tão jovem!!
O que tem nessa cabeça? Morrer por amor? Tantas coisas pra se morrer e você quer morrer por um sentimento, que sejamos racionais, você nem entende direito?
Se fosse por causa da destruição da Amazônia, ou por causa da devastação da África. Mas amor?
O amor é pra ser vivido, dói e é difícil como tudo que vale a pena nessa vida. Se fosse fácil, qual seria a graça?
Fique aqui mais um pouco e você vai encontrar mais coisas que valem a pena, coisas só suas que ninguém precisa saber o que é, mas que te trarão uma felicidade única.
Bem, chega de besteiras de auto-ajuda.
Não posso convencê-la a ficar, mas gostaria de pedir que pensasse melhor a respeito disso.
É egoísmo demais, sabe?
Mas, se for fazer, deixe-me uma cartinha também (ou um aviso de outra forma), não vou te parar, está longe demais, não chegaria a tempo. Deixe uma para seus pais também, eles merecem uma explicação, não acha?
Não tenho argumentos para convencê-la a ficar. Mas espero que encontre os seus próprios.
Bye bye, baby...

Ps: quando pensei em me matar essa era a musica que teria colocado na minha cartinha de despedida:
Goodbye to you, my trusted friend.
We've known each other since we're nine or ten.
Together we climbed hills or trees.
Learned of love and ABC's,
skinned our hearts and skinned our knees.
Goodbye my friend, it's hard to die,
when all the birds are singing in the sky,
Now that the spring is in the air.
Pretty girls are everywhere.
When you see them I'll be there.
We had joy, we had fun, we had seasons in the sun.
But the hills that we climbed
were just seasons out of time.
Goodbye, Papa, please pray for me,
I was the black sheep of the family.
You tried to teach me right from wrong.
Too much wine and too much song,
wonder how I get along.
Goodbye, Papa, it's hard to die
when all the birds are singing in the sky,
Now that the spring is in the air.
Little children everywhere.
When you see them I'll be there.
We had joy, we had fun, we had seasons in the sun.
But the wine and the song,
like the seasons, all have gone.
Goodbye, Michelle, my little one.
You gave me love and helped me find the sun.
And every time that I was down
you would always come around
and get my feet back on the ground.
Goodbye, Michelle, it's hard to die
when all the bird are singing in the sky,
Now that the spring is in the air.
With the flowers ev'rywhere.
I whish that we could both be there.
We had joy, we had fun, we had seasons in the sun.
But the stars we could reach
were just starfishs on the beach

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

...



Conversavámos outro dia na faculdade e começamos a nos comparar com o que éramos no início do curso. Fisicamenta alguns mudaram 100% por cento, como uma certa japonesinha, alguns apenas ganharam uns quilinhos e perderam uns fios de cabelo, outros mudaram muito pouco e eu... Bem, apesar dos quilinhos mais, ouvi dizer que não mudei nada.
E eles tem razão, mas ainda assim o curso mudou minha vida.
Ainda sou a mesma pessoa, mas a mesma pessoa com uma coragem de dizer o que pensar ainda maior, uma pessoa que não liga mais pra o que aquelas menininhas de cabelo liso e salto plataforma pensam. Uma pessoa que sabe que tudo tem seu preço e, as vezes, tomar a decisão certa significa fazer algumas pessoas infelizes. Uma pessoa que entende que ninguém mais pode tomar as decisões em seu lugar, por mais fácil que seja colocar a culpa nos outros. Uma pessoa mais desiludida, pois achava que na filosofia encontraria algumas respostas para as perguntas que tinha.
Gosto muito mais dessa pessoa, tão mais verdadeira do que a anterior. Tão mais cheia de dúvidas e incertezas, mas que acha que o caminho para as respostas é muito mais importante do que as respostas. E que o importante é andar em boas companhias e não apenas acompanhada.
E principalmente, que as boas companhias nunca mentem pra você e te aceitam apesar de tudo.

"Quando tiveres a tua volta pessoas empenhadas em persuadir-te de que és um desgraçado pensa bem, não na palavras que ouves, mas sim naquilo que tu próprio sentes; analisa a tua capacidade de resistência (...), pois és o melhor conhecedor de ti mesmo." (Sêneca, Cartas a Lucílio)

domingo, 19 de outubro de 2008

Mamma Mia


Cara, como eu adoro musicais!!
Adoro filmes de quase todos os tipos, mas nos musicais as emoções ficam tão mais a flor da pele. Claro, por conta das musicas. Fui ver Mamma Mia, conhecendo pouco de Abba e na verdade nem sabia direito do que se tratava. Vi o resumo do filme em algum lugar e convenci meu namorado a me levar, porque era um musical e tinha que ser bom (ótimo argumento!). Por falta de opções fomos e era de fato um filmte muito bom!!
Na parte em que a Donna canta pro Sam, "The winner takes it all", precisei usar todo o meu autocontrole pra não deixar as lágrimas cairem (fazer o que? sou apenas uma pobre mocinha...).
A música é tão linda que vou deixar a letra aqui...
Ah, mas antes uma frase que eu amei do Sam sobre a ex mulher dele depois que ele disse que não ia casar com ela, voltou pra Donna e pra ex de novo :"Lorraine me chamou de idiota e se casou comigo pra provar."
Humanos, vai entender...

"The winner takes it all" (Abba)
I dont wanna talk
About the things weve gone through
Though its hurting me
Now its history
Ive played all my cards
And thats what youve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
Thats her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking Id be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
Its simple and its plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I dont wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
Youve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......

http://www.youtube.com/watch?v=6QK2LRbXB7A

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quem morre? (Pablo Neruda)



Morre lentamente

Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ



Quase um ano...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Meu estressente tcc: Sobre o Suicidio




Segundo Sponville, para os estóicos, o suicídio é o êxito derradeiro, um fim digno para a vida de um sábio.
O suicídio é aceitável para Sêneca, pois é uma forma de se demonstrar total e absoluta liberdade, é a única situação que o homem é totalmente livre, porém o ato só pode ser cometido se a continuação da vida significar o abandono do bem moral, não deve jamais ser usado como uma mera fuga da dor, mesmo quando enfrentamos uma doença incurável, a não ser que essa doença leve a perda da razão. É aceitável também quando a situação política torna impossível viver a vida com dignidade.
A única escolha que o suicida faz é, na verdade, a de antecipar a morte, já que ela é inevitável. Pode-se escolher quando e onde morrer.
Ao contrario de Sêneca, para Sponville, o suicídio é uma forma de recusar o sofrimento, a velhice, o isolamento e até mesmo possibilidade de felicidade, já que podemos escolher ser menos infelizes fugindo do sofrimento. Porém, é preciso ter fortes motivos para desejar a morte , uma vez que o corpo a rejeita, tal como no estoicismo, a tendência fundamental é a conservação de si mesmo.
Enquanto Platão proibia o suicídio, os estóicos viam nele uma forma digna de morrer. Já Epicuro guardava a possibilidade do suicídio como forma de evitar o sofrimento, pois não há mais nada temer na vida quando não se teme a morte, dessa forma, a vida seria permanentemente voluntária, tornando o suicídio um analgésico soberano.
A visão de Epicuro, apesar de pertencerem a escolas rivais, guarda algo de semelhante a de Sêneca no que se refere a não temer a morte, pois ambos tem no suicídio uma forma de não temer a morte, uma vez superado o medo da morte nada mais existe para ser temido: “um homem que esteja tão seguro no momento de morrer como estava ao nascer, esse homem alcançou a sabedoria”.(carta 22)



Acho que, ao contrário do que disse meu orientador, depois do tcc pronto e entregue e das provas de fim de ano, eu vou me matar...
Mas ainda vai demorar...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre a morte



Atualmente a morte é um dos grandes problemas da humanidade. Não a morte em si, mas a sua superação, uma vez que ela é inevitável.

Segundo o argumento de Tolstoi, reconstruído por Weber, a morte não tem sentido para o homem civilizado porque sua vida está imersa no progresso e no infinito e por isso não deveria ter um fim. Com a possibilidade de novos progressos, os homens passam acreditar que nunca atingirão o pico que se põe no infinito, antes as pessoas morriam velhas e cheias de vida, pois estavam perfeitamente inseridos no ciclo orgânico da vida, ou seja, elas não temiam a morte pois sabiam que a vida havia dado a elas toda a significação que podia e não existia para eles mais nenhum enigma que desejassem resolver.

O homem moderno, no entanto, nunca fica poderia morrer dessa forma, pois nunca vai estar pleno de vida, apenas cansado dela, pois vive numa sociedade constantemente enriquecida por pensamentos, experiências e problemas, não podendo, porém, se apossar de qualquer parte dos pensamentos, experiências ou problemas, pois não conseguira nunca captar tudo isso com seu espírito de forma definitiva.

Não tendo a morte sentido para ele, a vida também não tem.

O homem moderno não sabe mais viver e, portanto, não sabe morrer.

Já André Comte-Sponville, acredita que vivemos em constante angústia, uma vez que nascemos na angústia e morremos na angústia. Definindo o ser vivente como: “um pouco de carne oferecida a agressão do real” (p.11). Porém, essa angústia é o que dá a vida seu sabor de felicidade, uma vez que não saberíamos o que é a felicidade sem a dor, angústia de estarmos vivos.

A morte é como que um tempero para fazer da vida feliz, “a certeza da morte é o próprio sabor da vida, seu amargor essencial”(p.49), ou seja, sem o sabor do amargo, jamais saberíamos como é o doce. Sem a constante angústia da morte, não haveria a possibilidade de felicidade e viveríamos no tédio.

Mangás.


Delivery service of corpses.
Estava lendo semana passada de madrugada, levemente frustrada com meu tcc (o tempo está acabando), e uma das historias era extremamente interessante: um clube de suicídio.
A idéia funciona mais ou menos assim: um monte de fracassados ou cansados da vida se juntou e formou um forum na internet, restrito na verdade, onde cada um tinha que fazer uma apólice de seguros colocando os membros do forum como beneficiários e depois desenhar um simbolo na porta de sua casa, que serve para localizar os suicidas.
É mais ou menos um pega-pega, onde enquanto vc espera para ser pego/morto, vc procura e mata outras pessoas, quem não participa dessa brincadeira mas conhece ajuda colocando setas e outros sinais para que os suicidas possam ser localizados.
Resumindo: ou vc é morto (como desejava) ou mata (o que é bastante divertido e bom para acabar com o tédio) ou fica rico.
Vou procurar algo assim na internet.

ps: a foto do ursinho é só pra deixar a coisa menos macabra.

sábado, 4 de outubro de 2008

Como dói o amor... Angel



"Sim, ele era muito mais importante que tudo, mas, por mais que eu o guardasse a sete chaves, eu o perderia algum dia, por mais que eu o ressuscitasse, ele nunca mais seria o mesmo, eu jamais me atrevi a dizer que o amava, pois ele me era importante demais." (Sara, Angel Sanctuary)

"Só eu não via... A intensidade desse amor ardente que me envolvia."

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mel


Não é meu nome, nem a forma como as pessoas que me conhecem se referem a mim.
Não lembro quando adotei esse nick, mas gosto dele, gosto de usá-lo virtualmente. Deve ser aquela idéia de ser outra pessoa nesse meio onde cada um pode ser quem quiser, quantas vezes quiser.
Conheci várias pessoas assim, que tinham dois, três nicks diferentes, assim como duas, três personalidades diferentes na internet.
Num mundo que ansia por coerencia, a coisa que acho mais divertida é a falta dela. E daí que amo e odeio as pessoas? E daí que ainda choro por coisas que deveriam estar mais que superadas? E daí que as vezes as pessoas que eu gosto não me entendam e nem aprovem tudo que penso, falo ou sinto? E daí que gosto de Metallica e sei de cor todas as musicas de Celine Dion? E daí que goste das coisas escritas direitinho, mas tenho preguiça de colocar acentos? E daí que escrevo pra nunguém ler?
Não preciso ser quem as pessoas esperam que eu seja, nem faço questão.
A foto da Yin, o perfil, as cores do blog, tudo cuidadosamente pensado para que apenas um lado apareça. Aquele que passa batido no dia a dia, aquele que nem eu gosto de admitir que existe: o maldito lado sensível!!
Não fico falando "eu te amo" o tempo todo para as pessoas que amo por isso aqui posso colocar isso uma só vez. E elas, se um dia tiverem curiosidade, podem passar por aqui e ver todas as coisas que nunca vão ouvir. Porque a Mel é o lado branco, enquanto a Melissa o lado negro.
Vê se isso faz algum sentido?
Pra elas faz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Como morangos tem gosto de morango, assim a vida tem gosto de felicidade."


As pequenas coisas e pessoas que fazem a vida ter gosto de felicidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Enrolando...

Estou tentando fazer meu tcc, mas não sei porque ando enrolando demais. Sempre enrolei pra fazer as coisas, mas dessa vez até eu me surpreendi.
Não sei porque, às vezes acho que é porque meu curso está acabando e eu não queria, sei lá, virar adulta, receber o diploma, de ter uma vida de "gente grande". Deve ser por isso que evitei fazer todas as formaturas possíveis, por isso que nunca conclui um curso. Pra fugir do fim.
E quem imaginaria a ironia, meu tcc é justamente sobre o fim, a morte...
Vou parar de enrolar e voltar pra ele, porque acabei de receber um email do meu orientador...