


Segundo Sponville, para os estóicos, o suicídio é o êxito derradeiro, um fim digno para a vida de um sábio.
O suicídio é aceitável para Sêneca, pois é uma forma de se demonstrar total e absoluta liberdade, é a única situação que o homem é totalmente livre, porém o ato só pode ser cometido se a continuação da vida significar o abandono do bem moral, não deve jamais ser usado como uma mera fuga da dor, mesmo quando enfrentamos uma doença incurável, a não ser que essa doença leve a perda da razão. É aceitável também quando a situação política torna impossível viver a vida com dignidade.
A única escolha que o suicida faz é, na verdade, a de antecipar a morte, já que ela é inevitável. Pode-se escolher quando e onde morrer.
Ao contrario de Sêneca, para Sponville, o suicídio é uma forma de recusar o sofrimento, a velhice, o isolamento e até mesmo possibilidade de felicidade, já que podemos escolher ser menos infelizes fugindo do sofrimento. Porém, é preciso ter fortes motivos para desejar a morte , uma vez que o corpo a rejeita, tal como no estoicismo, a tendência fundamental é a conservação de si mesmo.
Enquanto Platão proibia o suicídio, os estóicos viam nele uma forma digna de morrer. Já Epicuro guardava a possibilidade do suicídio como forma de evitar o sofrimento, pois não há mais nada temer na vida quando não se teme a morte, dessa forma, a vida seria permanentemente voluntária, tornando o suicídio um analgésico soberano.
A visão de Epicuro, apesar de pertencerem a escolas rivais, guarda algo de semelhante a de Sêneca no que se refere a não temer a morte, pois ambos tem no suicídio uma forma de não temer a morte, uma vez superado o medo da morte nada mais existe para ser temido: “um homem que esteja tão seguro no momento de morrer como estava ao nascer, esse homem alcançou a sabedoria”.(carta 22)
Acho que, ao contrário do que disse meu orientador, depois do tcc pronto e entregue e das provas de fim de ano, eu vou me matar...
Mas ainda vai demorar...
3 comentários:
Nada sobre os blogs?
Não sei deletar o post...
cara mel,
sem a possibilidade de, sob qualquer circunstância e a qualquer momento, podermos pular fora desta nave de loucos, deste trem descarrilado chamado vida, aquilo que chamamos de dignidade humana fica um conceito bem vazio. mas, não pule já, pelo menos esta noite não (já dizia lobão). abs
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