1. estar com a garganta inflamada e estar morrendo de vontade de tomar um milk-shake!
2. querer dormir e não conseguir!
3. as pessoas concordarem com você apenas porque não querem mais discutir (vencer uma discussão por W.O. não tem a menor graça!).
4. passar dias pensando em ir ao cinema para assistir Aquele filme em 3D, assistir e descobrir que não era O filme (pessoas que fazer trailers devem ganhar muito dinheiro!).
5. passar o dia pensando na roupa, na maquiagem, no cabelo e descobrir que seu namorado nem fez a barba!
6. descobrir uma banda nova, amar várias músicas dela e descobrir que não gravaram um videoclip da música!!
7. aliás, gostar de qualquer música e só encontrar clips feitos por fãs(nem sempre são ruins, mas geralmente são ruins!).
8. adaptações de livros para o cinema (nunca dão certo!).
9. fazer as contas e descobrir que todo seu salário que nem chegou já foi embora.
10. ainda não terem inventado um chocolate maravilhoso zero cal!
11. ter milhões de coisas para dizer e ninguém apra ouvir(o Yue não conta, ele não responde!).
12. as pessoas não consideram o Yue o cachorrinho mais lindo e meigo do mundo (gente cega é foda!).
13. pensar em coisas terríveis do ponto de vista moral, querer colocá-las em prática, mas sem o peso na consciência.
14. estar quase sarando da minha maldita dor de garganta, sair sábado a noite e voltar a estaca zero.
15. perder pontos em provas de português porque eu não coloco crase em nada!! (odeio a maldita, uma daquelas regras inúteis...)
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Muitas perguntas!
Na hiperbólica construção de Os vendilhões do Templo há um sustentáculo maior que o episódio bíblico que lhe serve de mote e consegue abarcar até mesmo a mísera indagação deste resenhista: em 33 d.C., um vendilhão, estupefato diante das vicissitudes que atravessava sem compreender por que, concluía que "a vida é feita de muitas perguntas e de umas poucas respostas". Scliar há muito já sabe que o bom escritor semeia sempre mais dúvidas do que pode apresentar de certezas.
Tirado de:
http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&secao=25&lista=0&subsecao=0&ordem=902&semlimite=todos
E, afinal de contas, qual seria a graça de ter todas as respostas? Só as usaríamos para fazer mais perguntas. É o ciclo eterno do aprendizado. Perguntas sempre me lembram Sócrates e sua pergunta-mor:"o que é?"
--
Acabei de ler e resenhar Os vendilhões do templo. Sinceramente, não faz meu tipo, mas não é de se jogar fora. Dou vários créditos a Moacyr Scliar. realmente é um livro interessante, mas não fez doer minha alma nem vai me deixar em depressão.
---
Puxa, como é difícil fazer uma resenha. Por que uma mera secretária precisaria aprender a escrever resenhas? Não acho que um dia trabalharei para alguém que me peça resenhas. Atas, cartas, fax, isso eu entendo, mas resenhas?
Sobre ter vergonha.
Uma das coisas que perdi nesses últimos anos foi a vergonha. Claro que não foi assim, escancaradamente, mas em diversos aspectos ela não existe mais. E estava comentando justamente isso com das minhas amigas fatecanas hoje.
Sou péssima em sinuca, disseram-me que numa dupla eu sou o menos um!! Menos um! Ultrapassei o zero a esquerda!!
Mas nem ligo muito, oras, afinal de contas, se sou ruim não posso piorar e se continuar jogando as chances são que eu melhore. E daí que tem pessoas olhando? Não devo nada a elas para ter vergonha.
Aprendi nos últimos anos que minha felicidade diz respeito a mim e mais ninguém.
Uma coisa que tenho escutado muito na Fatec é "mas todo mundo faz assim". Até hoje não sei direito o que isso quer dizer. Sempre me soa como uma desculpa para fazer as coisas do modo mais chato possível. Sempre lembro do Todo Mundo, aquela personagem do Auto da Barca do inferno, aquele deve ser o famoso Todo Mundo de quem ouço falar.
Não quero ser Todo Mundo, quero ser Ninguém, por que as pessoas insistem em ser Todo Mundo?
Trecho tirado de http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/artigo098.shtml
Sou péssima em sinuca, disseram-me que numa dupla eu sou o menos um!! Menos um! Ultrapassei o zero a esquerda!!
Mas nem ligo muito, oras, afinal de contas, se sou ruim não posso piorar e se continuar jogando as chances são que eu melhore. E daí que tem pessoas olhando? Não devo nada a elas para ter vergonha.
Aprendi nos últimos anos que minha felicidade diz respeito a mim e mais ninguém.
Uma coisa que tenho escutado muito na Fatec é "mas todo mundo faz assim". Até hoje não sei direito o que isso quer dizer. Sempre me soa como uma desculpa para fazer as coisas do modo mais chato possível. Sempre lembro do Todo Mundo, aquela personagem do Auto da Barca do inferno, aquele deve ser o famoso Todo Mundo de quem ouço falar.
Não quero ser Todo Mundo, quero ser Ninguém, por que as pessoas insistem em ser Todo Mundo?
Trecho tirado de http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/artigo098.shtml
Ninguém: | Que andas tu aí buscando? | Notas de tradução | |||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Mil cousas ando a buscar: delas não posso achar, porém ando porfiando por quão bom é porfiar. | Porfiando: insistindo, teimando. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | Como hás nome, cavaleiro? | O verbo haver nestes versos tem o sentido de ter. | |||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Eu hei nome Todo o Mundo e meu tempo todo inteiro sempre é buscar dinheiro e sempre nisto me fundo. | E sempre nisto me fundo: e sempre me baseio neste princípio, nesta idéia. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | Eu hei nome Ninguém, e busco a consciência. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Que escreverei, companheiro? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Que ninguém busca consciência. e todo o mundo dinheiro. | ||||||||||||||||||||
Ninguém: | E agora que buscas lá? | ||||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Busco honra muito grande. | ||||||||||||||||||||
Ninguém: | E eu virtude, que Deus mande que tope com ela já. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Outra adição nos acude: escreve logo aí, a fundo, que busca honra todo o mundo e ninguém busca virtude. | Adição: acrescentamento. Acude: ocorre. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | Buscas outro mor bem qu'esse? | A palavra mor, muito pouco empregada atualmente, é uma forma abreviada de maior. Poderíamos dizer, pois: buscas outro maior bem... | |||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Busco mais quem me louvasse tudo quanto eu fizesse. | ||||||||||||||||||||
Ninguém: | E eu quem me repreendesse em cada cousa que errasse. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Escreve mais. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Que tens sabido? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Que quer em extremo grado todo o mundo ser louvado, e ninguém ser repreendido. | ||||||||||||||||||||
Ninguém: | Buscas mais, amigo meu? | ||||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Busco a vida a quem ma dê. | Ma: me+a. Contração dos pronomes pessoais oblíquos, objeto indireto e direto, respectivamente. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | A vida não sei que é, a morte conheço eu. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Escreve lá outra sorte. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Que sorte? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Muito garrida: Todo o mundo busca a vida e ninguém conhece a morte. | Garrida: engraçada. | |||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | E mais queria o paraíso, sem mo ninguém estorvar. | Mo: me+o. Contração do pronome objeto indireto me com o pronome demonstrativo objeto direto o. Entenda-se no texto: sem ninguém estorvar isto a mim. Estorvar: atrapalhar. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | E eu ponho-me a pagar quanto devo para isso. | Ponho: entenda-se: proponho. | |||||||||||||||||||
Belzebu: | Escreve com muito aviso. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Que escreverei? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Escreve que todo o mundo quer paraíso e ninguém paga o que deve. | ||||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Folgo muito d'enganar, e mentir nasceu comigo. | Folgo: tenho prazer, gosto. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | Eu sempre verdade digo sem nunca me desviar. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Ora escreve lá, compadre, não sejas tu preguiçoso. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Quê? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Que todo o mundo é mentiroso, E ninguém diz a verdade. | ||||||||||||||||||||
Ninguém: | Que mais buscas? | ||||||||||||||||||||
Todo o Mundo: | Lisonjear. | Lisonjear: elogiar. | |||||||||||||||||||
Ninguém: | Eu sou todo desengano. | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Escreve, ande lá, mano. | ||||||||||||||||||||
Dinato: | Que me mandas assentar? | ||||||||||||||||||||
Belzebu: | Põe aí mui declarado, não te fique no tinteiro: Todo o mundo é lisonjeiro, |
Nani?
livro,
minha opinião,
momentos de angústia,
roubado
terça-feira, 25 de maio de 2010
Tanz in den Tod (Oomph!)
Tanz in den Tod
Dünnes eis
Ein paradies für jeden
Der zu tanzen weiss
Alles löst sich auf
Alle gefühle - alle visionen
Komm und küss den lauf
Öffne den mund und lass dich belohnen
Nimm meine hand
Lass uns brennen
Tanz in den Tod
Kommst du mit mir
Spielst du mit mir
Tanz in den Tod
Im ewigen dunkel
Werd ich dich wiedersehn
Alles wird vergehn
All deine schmerzen - alle dämonen
Und die zeit bleibt stehn
Liebe kennt mehr als vier dimensionen
Nichts auf der Welt
Kann uns trennen
Tradução:
Gelo fino
Um paraíso para todos
que sabem dançar
Tudo se resolver
Todos os sentimentos, todas visões
Venha e beije o cano
Abra a sua boca e deixe-se ser recompensado.
Pegue a minha mão.
Vamos queimar
Dance na morte
Venha comigo
Brinque comigo
Dance na morte
Na eterna escuridão
Eu vou te encontrar de novo
Tudo vai morrer
Toda sua dor, todos os demônios
E o tempo ainda fica
Amor conhece mais que quatro dimensões
Nada no mundo
Pode nos separar
Dance na morte
Venha comigo
Brinque comigo
Dance na morte
Na eterna escuridão
Eu vou te encontrar de novo
Dünnes eis
Ein paradies für jeden
Der zu tanzen weiss
Alles löst sich auf
Alle gefühle - alle visionen
Komm und küss den lauf
Öffne den mund und lass dich belohnen
Nimm meine hand
Lass uns brennen
Tanz in den Tod
Kommst du mit mir
Spielst du mit mir
Tanz in den Tod
Im ewigen dunkel
Werd ich dich wiedersehn
Alles wird vergehn
All deine schmerzen - alle dämonen
Und die zeit bleibt stehn
Liebe kennt mehr als vier dimensionen
Nichts auf der Welt
Kann uns trennen
Tradução:
Gelo fino
Um paraíso para todos
que sabem dançar
Tudo se resolver
Todos os sentimentos, todas visões
Venha e beije o cano
Abra a sua boca e deixe-se ser recompensado.
Pegue a minha mão.
Vamos queimar
Dance na morte
Venha comigo
Brinque comigo
Dance na morte
Na eterna escuridão
Eu vou te encontrar de novo
Tudo vai morrer
Toda sua dor, todos os demônios
E o tempo ainda fica
Amor conhece mais que quatro dimensões
Nada no mundo
Pode nos separar
Dance na morte
Venha comigo
Brinque comigo
Dance na morte
Na eterna escuridão
Eu vou te encontrar de novo
terça-feira, 18 de maio de 2010
Apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger)
O Apanhador no campo de centeio se passa em New York e conta alguns dias na vida do narrador, o adolescente Holden Caulfield. Expulso pela terceira vez do colégio e reprovado em praticamente todas as matérias, Holden decide sair do colégio antes da data prevista e fazer um passeio pela cidade enquanto pensa a respeito de sua vida, seus colegas do colégio e sua família, principalmente sua irmãzinha Phoebe, a quem venera.
Holden está entediado com sua vida e inconformado com o mundo a sua volta. Cansado daqueles “adultos hipócritas” e de seus colegas que se acham o máximo e só pensam em tirar proveito das garotas, coisa que não faz por respeito ao sexo oposto. Também odeia ver palavrões pichados em muros e o cinema. Ele se sente perdido e tenta discutir sobre seus anseios e sua visão do mundo com algumas pessoas, que nem sempre o entendem, pensa até mesmo em fugir para alguma cidade pequena e trabalhar numa fazenda ou morar numa cabana, onde ninguém o incomodaria, porém, prestes a fugir, ele se encontra com sua irmã (“é cem por cento”), que pressentindo que não o veria por muito tempo prepara-se para ir embora com ele. Holden muda de idéia após a surpresa e resolve ficar, não quer que a irmã desista de qualquer coisa por ele.
O livro é narrado pelo próprio Holden utilizando a linguagem coloquial e é uma transcrição exata dos seus pensamentos, às vezes, pulando de um para outro, aparentemente sem relação alguma. Mas, foi exatamente por isso que se tornou o clássico que é hoje, por retratar fielmente o adolescente, de 50 anos atrás. Um adolescente que fala palavrões, odeia os adultos e se recusa a fazer parte do mundo deles, um adolescente universal, que até mesmo hoje se identifica com o livro. A linguagem, moderna e coloquial, foi uma grande inovação para a época, assim como o próprio personagem principal, pois foi a primeira vez que alguém se preocupou em retratar um adolescente como ele realmente era: alguém grande demais para ser tratado como criança e imaturo demais para ser um adulto. Antes da publicação do livro não havia nos EUA, ou mesmo no resto do mundo, a cultura jovem.
Ao mesmo tempo em que a linguagem do livro e seus personagens foram uma inovação, foram também alvos de duras críticas na época, pois se acreditava que o livro era uma tentativa de corromper a juventude americana e tirar a inocência das crianças, através de seu teor pornográfico (a palavra fuck é muito usada no texto original). Porém, se trata do contrário, é justamente essa inocência que Holden tenta preservar, como se pode observar na passagem que ele tentar limpar um palavrão escrito na parede da escola onde a irmã estuda. Talvez por causa dessa interpretação as escolas demoraram a dar atenção ao livro e por muito tempo ele foi banido das bibliotecas e salas de aula.
Sua narração é sincera e por vezes, cômica e irônica. Não chega ser uma obra pessimista, mas o pessimismo e inconformismo estão presentes em toda a obra, ajudando a manter o ar de juventude eterna do texto, beirando ao romantismo.
Holden pode ser descrito como um bom menino mau, pois apesar de sua rebeldia, aparentemente sem causa, ele limpa palavrões escritos na parede, dá dinheiro para freiras, fica deprimido por ter colegas de quarto que não possuem a mesma condição financeira que ele, afinal de contas, é apenas um adolescente que busca alguma compreensão do mundo e acaba encontrando ao final do livro, enquanto observa sua irmã andar de carrossel, depois de desistir de fugir.
Nani?
livro,
minha opinião
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Les choristes
Je cherchez samedi.(Pepino)
Eu não sei como termina o filme, mas é a coisa mais triste do mundo o menininho no portão esperando pelos pais que vão vir buscá-lo no sábado. Mes eles estão mortos...
Assinar:
Postagens (Atom)