Então, lá estava eu lendo mais um livro de auto-ajuda, Inteligência Social, quando me deparei com esse "textinho". E resolvi postar aqui.
“Conforme amadurecemos, estreitamos progressivamente o escopo e a variedade de nossa vida. De todos os interesses que poderíamos seguir, contentamo-nos com uns poucos. De todas as pessoas com que poderíamos nos associar, selecionamos um pequeno número. Ficamos presos numa teia de relacionamentos fixos. Desenvolvemos formas padronizadas de fazer as coisas.
Conforme transcorrem os anos, vemos nossos arredores familiares com uma percepção cada vez menos vívida. Já não contemplamos de olho desperto e agudo o rosto das pessoas que vemos diariamente, nem outros aspectos de nosso mundo cotidiano.
Não é incomum descobrirmos que grandes mudanças na vida – um casamento, uma mudança para outra cidade, uma troca de emprego ou uma emergência nacional – rompem os padrões de nossa existência e nos revela quão subitamente nos havíamos aprisionado na teia confortável que tecêramos a nossa volta.
Uma das razoes porque pessoas maduras são menos aptas a aprender do que as jovens é que elas estão menos dispostas a arriscar. Aprender é um negocio arriscado e elas não gostam do fracasso. Na infância, quando a criança está aprendendo num ritmo verdadeiramente fenomenal – ritmo que jamais voltará atingir -, ela também está sofrendo um número perturbador de fracassos. Veja as coisas inumeráveis que ela tenta e em que fracassa. E note quão pouco os fracassos a desestimula.
A cada ano que passa ela se tornará menos indiferente ao fracasso. Na adolescência a disposição dos jovens para arriscar malogros já diminuiu em muito. E com grande freqüência os pais os empurram por essa estrada, instilando medo, punindo o fracasso ou fazendo o sucesso parecer precioso demais.
Na meia-idade a maioria de nós leva consigo, na cabeça, um tremendo catálogo de coisas que não tem a intenção de tentar de novo, porque já tentou e fracassou – ou tentou uma vez e se saiu abaixo do que exigia sua auto-estima. No meio da vida, somos em maioria fugitivos bem-sucedidos de nós mesmos. ” (GARNER, John)

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