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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os votos (Sérgio Jockymann.)


“Pois desejo primeiro que você ame e que amando, seja também amado. E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.
Desejo depois que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos e que mesmo maus e inconseqüentes sejam corajosos e fiéis. E que em pelo menos um deles você possa confiar e que confiando não duvide de sua confiança. E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos nem poucos, mas na medida exata para que algumas vezes você interprele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo para que você não se sinta demasiadamente seguro.
Desejo depois que você seja útil, não insubstituívelmente útil mas razoavelmente útil. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante, não com que os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com aqueles que erram muito e irremediavelmente. E que essa tolerância nem se transforme em aplauso nem em permissividade, para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro não insista em rejuvenescer, e que sendo velho não se dedique a desesperar. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.
Desejo por sinal que você seja triste, não o ano todo, nem um mês e muito menos uma semana,
mas um dia. Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom, o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, talvez agora mesmo, mas se for impossível amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes. E que estão estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles. E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.
Desejo ainda que você afague um gato, que alimente um cão e ouça pelo menos um João-de-barro erguer triunfante seu canto matinal. Porque assim você se sentirá bom por nada.
Desejo também que você plante uma semente por mais ridículo que seja e acompanhe seu crescimento dia a dia, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano você ponha uma porção dele na sua frente e diga: Isto é meu. Só para que fique claro quem é o dono de quem.
Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal, não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal. Mas que essa frugalidade não impeça você de abusar quando o abuso se impor.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você. Mas que se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.
Desejo por fim que, sendo mulher, você tenha um bom homem e que sendo homem tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez e novamente de agora até o próximo ano acabar.
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor pra recomeçar. E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar”

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Auto- ajuda!

Adoro auto-ajuda. De verdade! Ela diz aquelas coisinhas bestas que você poderia ter dito a si mesmo, ou que seu melhor amigo lhe diria se fosse a pessoa mais honesta do mundo, mas ninguém é.
Então, lá estava eu lendo mais um livro de auto-ajuda, Inteligência Social, quando me deparei com esse "textinho". E resolvi postar aqui.


                “Conforme amadurecemos, estreitamos progressivamente o escopo e a variedade de nossa vida. De todos os interesses que poderíamos seguir, contentamo-nos com uns poucos. De todas as pessoas com que poderíamos nos associar, selecionamos um pequeno número. Ficamos presos numa teia de relacionamentos fixos. Desenvolvemos formas padronizadas de fazer as coisas.
                Conforme transcorrem os anos, vemos nossos arredores familiares com uma percepção cada vez menos vívida. Já não contemplamos de olho desperto e agudo o rosto das pessoas que vemos diariamente, nem outros aspectos de nosso mundo cotidiano.
Não é incomum descobrirmos que grandes mudanças na vida – um casamento, uma mudança para outra cidade, uma troca de emprego ou uma emergência nacional – rompem os padrões de nossa existência e nos revela quão subitamente nos havíamos aprisionado na teia confortável que tecêramos a nossa volta.
                Uma das razoes porque pessoas  maduras são menos aptas a aprender do que as jovens é que elas estão menos dispostas a arriscar. Aprender é um negocio arriscado e elas não gostam do fracasso. Na infância, quando a criança está aprendendo num ritmo verdadeiramente fenomenal – ritmo que jamais voltará atingir -, ela também está sofrendo um número perturbador de fracassos. Veja as coisas inumeráveis que ela tenta e em que fracassa. E note quão pouco os fracassos a desestimula.
                A cada ano que passa ela se tornará menos  indiferente ao fracasso. Na adolescência a disposição dos jovens para arriscar malogros já diminuiu em muito. E com grande freqüência os pais os empurram por essa estrada, instilando medo, punindo o fracasso ou fazendo o sucesso parecer precioso demais.
                Na meia-idade a maioria de nós leva consigo, na cabeça, um tremendo catálogo de coisas que não tem a intenção de tentar de novo, porque já tentou e fracassou – ou tentou uma vez e se saiu abaixo do que exigia sua auto-estima. No meio da vida, somos em maioria fugitivos bem-sucedidos de nós mesmos. ” (GARNER, John)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Muitas perguntas!

Na hiperbólica construção de Os vendilhões do Templo há um sustentáculo maior que o episódio bíblico que lhe serve de mote e consegue abarcar até mesmo a mísera indagação deste resenhista: em 33 d.C., um vendilhão, estupefato diante das vicissitudes que atravessava sem compreender por que, concluía que "a vida é feita de muitas perguntas e de umas poucas respostas". Scliar há muito já sabe que o bom escritor semeia sempre mais dúvidas do que pode apresentar de certezas.

Tirado de:
http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&secao=25&lista=0&subsecao=0&ordem=902&semlimite=todos

E, afinal de contas, qual seria a graça de ter todas as respostas? Só as usaríamos para fazer mais perguntas. É o ciclo eterno do aprendizado. Perguntas sempre me lembram Sócrates e sua pergunta-mor:"o que é?"

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Acabei de ler e resenhar Os vendilhões do templo. Sinceramente, não faz meu tipo, mas não é de se jogar fora. Dou vários créditos a Moacyr Scliar. realmente é um livro interessante, mas não fez doer minha alma nem vai me deixar em depressão.

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Puxa, como é difícil fazer uma resenha. Por que uma mera secretária precisaria aprender a escrever resenhas? Não acho que um dia trabalharei para alguém que me peça resenhas. Atas, cartas, fax, isso eu entendo, mas resenhas?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

As verdades que achamos podem não ser verdades...


Momento de lucidez que ocorreu enquanto eu falava com o Rennan:o fato de uma pessoa te ligar a cada 5 minutos não quer dizer que ela te ame, mas o fato dela nunca te ligar não indica o contrário.
Todo mundo sabe disso, que as vezes essa procura pode ser muito interesse de uma pessoa que não quer coisas boas pra você,e que as vezes as pessoas gostam muito de você mas não querem te incomodar, pois acham que você pode estar fazendo algo importante. Mas não é assim que vemos as coisas, a insegurança nos faz pensar o contrário, é mais fácil assim. Às vezes desejamos uma coisa com tanta vontade que não conseguimos ver mais nada, quer dizer, você passa o dia esperando que seu namorado te ligue, mas ele não liga ou espera uma mensagem que nunca chega, aí fica nervosa pensando que ele não não pensa em você, que não te ama, e na verdade pode ser apenas que ele teve muitas coisas pra fazer durante o dia. Aí, quando ele chega à noite com um simples bombom, porque passou na doceria e sabe que você gosta de doces, você acaba não vendo que ele pensou em você e quis que você soubesse, mas não da maneira esperada.

É, fazer o que, estou falando do meu namoro e das minhas angústias...